Oxigênio e Nitrogênio em Aço: elementos que definem qualidade e desempenho

O aço é um dos materiais mais utilizados na indústria justamente pela sua versatilidade. Está presente em estruturas, componentes automotivos, equipamentos industriais e aplicações especiais.

Mas, apesar de toda essa robustez, existe um fator decisivo que muitas vezes passa despercebido: o controle de Oxigênio e Nitrogênio.

Mesmo presentes em concentrações extremamente baixas, esses elementos têm impacto direto nas propriedades do aço, no comportamento durante o processamento e, principalmente, no desempenho do material ao longo de sua vida útil.

No aço, Oxigênio e Nitrogênio normalmente aparecem associados à formação de óxidos, nitretos ou dissolvidos na matriz metálica. E é justamente nessa condição que eles passam a influenciar o material.

Oxigênio – Está diretamente relacionado à formação de inclusões não metálicas. Quando fora de controle, pode resultar em:

  • Redução da tenacidade
  • Pior desempenho em fadiga
  • Dificuldades na conformação
  • Maior variabilidade entre lotes

Nitrogênio – Atua como elemento endurecedor e, em algumas ligas, pode ser desejável. Porém, em teores residuais elevados, tende a:

  • Aumentar a fragilidade
  • Favorecer fenômenos de envelhecimento
  • Comprometer a soldabilidade
  • Afetar a confiabilidade do componente em serviço

Ou seja, não é apenas a presença desses elementos, mas o quanto eles estão sob controle que define a qualidade final do aço, o impacto real no processo e produto final.

Por esse motivo, medir é o que transforma variabilidade em controle, e a técnica mais consolidada para a determinação de ON em aço é a Inert Gas Fusion (IGF), técnica de análise utilizada no G8 GALILEO da BRUKER, que possibilita a medição simultânea desses elementos, com excelente repetibilidade e precisão, tornando possível distinguir variações e controlar processos, gerando desempenho previsível e confiabilidade real.

E é exatamente por isso que, cada vez mais, o monitoramento desses elementos por IGF vem se consolidando como parte essencial do controle de qualidade na produção e transformação do aço, não como um detalhe adicional, mas como um diferencial competitivo.

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